domingo, 7 de setembro de 2014

14. The Truth.

 Fiquei pensando sobre a conversa de ontem com Lauren. Fazia todo o sentido, ele tinha me ferrado uma vez e estava fazendo isso novamente. Mas havia tantas coisas em questão, porque novamente? Será que ele não tinha acabado com a minha vida de uma vez? Fui acordada com varias batidas na porta, será que era a policia? Eles tinham me achado? Não, ninguém tinha me visto, Lauren não havia falado e muito menos Demi.
- Eu mato aquele idiota! – ouvi a voz de Demi, fui até a sala e a vi, com Lauren ao seu lado.
- O que vocês estão fazendo aqui? – perguntei para Lauren, já que Demi andava de um lado para o outro, sussurrando algo para si mesma.
- Você nem imagina – Lauren disse sentando-se no sofá, a encarei confusa e logo depois olhei para Demi.
- O que aconteceu, Demi?
- Aquele filho de uma mãe! – ela disse alto jogando as mãos para o alto.
- Demi, olha para mim – disse segurando seus braços – O que aconteceu?
- Tim Parker, Tim aconteceu! – ela disse puxando seus braços levemente e sentando-se na poltrona ao lado, olhei para Lauren confusa.
- Ele escreveu algo sobre vocês no jornal – Lauren disse calmamente.
- Ele fez o que?! – saiu mais como um grito, Lauren pegou sua bolsa que estava ao seu lado no sofá, abrindo-a e tirando uma folha de lá. Respirei fundo e peguei a folha, havia uma foto minha saindo do carro de Demi e com uma manchete acima, dizendo; “Mais que amigas de infância?”. Arqueei as sobrancelhas e virei-me para Demi.
- O que foi? – ela perguntou.
- Você esta desse jeito por causa disso? – perguntei cruzando os braços.
- Como assim por causa disso? Você ta vendo o que ele escreveu, (SeuNome)? – Demi disse levantando-se.
- É só uma foto, Demi – disse, Demi balançou a cabeça negativamente e bufou.
- Só uma foto? Quantas vezes vou ter que dizer que você não conhece o Tim, ele escreve isso aqui e todos acreditam, aquele garoto tem o poder de fazer isso!
- E se as pessoas acreditarem? Faz diferença?
- Claro que faz! – Demi disse alto – As pessoas vão pensar que nos estamos juntas.
- E não estamos? – perguntei arqueando as sobrancelhas, Demi desviou o olhar – Entendi.
- (SeuNome)... – ela começou, porém eu a interrompi.
- Esta com vergonha, não é? Mas quer saber, Demetria, eu não estou nem ai – disse encarando-a – Não quer que as pessoas pensem que você tem algo com uma assassina, não é? Não quer que as pessoas pensem que você tem algo com alguém fora do seu grupinho de amigos? Porque você continua aqui então? Porque já não foi embora?
- (SeuNome)... – era Lauren quem falava, Demi encarava-me com os olhos marejados.
- Preciso esfriar a cabeça – disse indo em direção a saída.
- A policia esta atrás de você – Demi disse baixo.
- Fica tranqüila, não irei matar ninguém – disse abrindo a porta e saindo.
***

  A expressão de Tim mudou assim que me viu encostada no capô do seu carro. Estávamos no estacionamento da escola, havia apenas os carros dos professores e de Tim.
- Oi Tim Parker – disse acenando.
- O que você faz aqui? – ele perguntou e senti sua voz tremer.
- Esta com medo, Tim? – perguntei com a sobrancelha arqueada.
- Medo? Eu não estou... – ele deu uma pausa – Não estou com medo.
- Eu espero, afinal não quero que você tenha medo de mim – disse dando alguns passos em sua direção. – Quero conversar com você, não tínhamos uma entrevista para terminar?
- Sim... Cla... Claro – Tim disse gaguejando.
- Ótimo! – disse forçando um sorriso – Primeira pergunta... Não, eu posso fazer uma pergunta primeiro? Você se incomoda?
- N... Não – ele disse, parei em sua frente e vi que Tim estava suando.
- Porque você escreveu aquilo sobre Demi e eu no jornal? – perguntei, o vi franzir o cenho.
- Eu não sei do que você... – não o deixei terminar, fechei o punho e lhe dei um soco, fazendo-o dar alguns passos para trás.
- Não minta para mim, Tim Parker – disse vendo-o colocar a mão onde meu punho atingiu.  – Porque você escreveu aquilo?
- Por que... – ele começou, porém o interrompi com um chute entre suas pernas, fazendo-o cair de joelhos.
- Eu devia matar você aqui mesmo, sabia? – disse agachando-me ao seu lado – Sempre existe uma primeira vez, não?
- Você... Você não teria coragem – ele murmurou, dei um sorriso de lado e lhe dei outro soco, acertando seu nariz. Levantei-me e afastei-me, Tim agora estava levantando-se, ele tossiu e pude ver o sangue pingando no chão, fui até ele e lhe dei outro chute, porém agora no estomago.
- Você irá desmentir tudo aquilo que escreveu – disse olhando-o, Tim tossia ainda no chão.
- Mas você sabe que é verdade – ele disse encarando-me e pude ver a raiva em seus olhos – Vi você e Demi se beijando... Porque quer que eu desminta? Ela negou você?
- Cala a sua boca! – disse dando-lhe outro chute na costela.
- Demi sempre foi uma vadia – ele disse tossindo, senti um calafrio percorrer todo meu corpo – Ela também me negou, sabia? Mas quando estávamos juntos principalmente na cama, ela não...
 Senti a raiva crescer e me joguei em cima dele, dando vários socos em seu rosto, Tim apenas protegia o rosto com os braços. Cada soco que eu dava sentia mais ódio, não só de Tim Parker, mas de todos. Minha mãe, aquele detetive Natan Foster, Matt, Tom, todos que me acusaram... Sai de cima de Tim, que já tossia e tinha o rosto ensangüentado, assim como minhas mãos.
- Se eu souber que você esta escrevendo algo sobre nos duas, eu acabo com você, Tim – disse encarando-o, virei-me e sai dali.
***

- (SeuNome)! – Demi disse assim que entrei na casa – Onde você se meteu?
- Estávamos preocupadas com... – Lauren parou de falar assim que olhou para minhas mãos, Demi também encarava, segui em direção ao quarto de Lauren.
- O que você fez, (SeuNome)? – Demi perguntou, virei-me e a encarei. – Porque tem sangue em suas mãos?
- Por que... Porque eu... – não consegui responder.
- De quem é esse sangue? – Lauren quem perguntou, mordi o lábio – Responde, (SeuNome).
- Do Tim – sussurrei.
- Eu ouvi direito? O que você fez com o Tim? – Demi perguntou.
- Não fiz nada – respondi, Demi balançou a cabeça negativamente.
- E porque tem sangue dele em suas mãos? – ela perguntou alto – Não acredito que você...
- Não acredita em que, Demi? Que eu o matei? É isso? – perguntei encarando-a – Mas pode ficar tranqüila, eu não o matei, mas eu deveria, afinal seria mais um para minha lista.
- Porque você fala assim? Você fala com tanta certeza sobre a morte da Megan e do Matt que até parece que...
- Que eu os matei? Mas não é isso que a policia disse e diz? – disse com as sobrancelhas arqueadas, Demi cruzou os braços e respirou fundo.
- Estou começando a pensar que você... – ela começou, senti o ódio que senti quando batia em Tim voltar, segui até ela com ódio no olhar.
- Que eu os matei? É isso mesmo, Demetria? – disse e a vi dá alguns passos para trás – Odeio te desapontar, mas você esta totalmente errada.
- O que você...
- Eu não matei o Matt e isso acho que você deve saber – disse – E muito menos matei a Megan, sabia? Ah não, isso você não deve saber por que estava em New York, não era mesmo?
- Mas... – ela começou. – Você não matou a Megan? Mas...
- A arma do crime estava em minhas mãos e eu não neguei a policia? Sabe por que não fiz isso? Porque eu fui obrigada, eu contei a você, sabia? Nas milhares de cartas que eu escrevia a você e eu nunca tinha resposta...
- Você foi obrigada a matar a Megan? – Demi perguntou interrompendo.
- Eu fui obrigada a levar a culpa pela a morte dela – disse e vi tanto Demi quanto Lauren arregalar os olhos. Era isso. Eu havia falado. – Eu não matei a Megan, Demi, eu nunca matei ninguém.
 Demi desviou o olhar e foi até o sofá, sentando-se ao lado de Lauren e passando as mãos pelos cabelos, engoli o seco e virei-me para as duas.
- E quem... Quem fez isso? – ela perguntou depois de alguns minutos em silencio, respirei fundo e olhei para Lauren.
- T.P.H – respondi e vi Lauren arquear as sobrancelhas surpresa, voltei a olhar para Demi e a vi olhando-nos. – Para ser mais exata... Thomas Peter Harris, mais conhecido como Tom... Mais conhecido como meu meio irmão.
- Mas... – Demi encarou o chão, eu sabia que sua cabeça estava confusa, aquilo tudo era confuso, era confuso até para mim, imagina para ela. – Mas Tom estava morto antes...
- Exatamente – disse e sentei-me na poltrona – Tom sempre foi estranho, lembra? Ele vivia no quarto, nunca queria brincar, você sempre pedia para chamá-lo, mas Tom nunca vinha. Meu pai também suspeitava disso e ele estava levando Tom até um psicologo quando...
- Quando aconteceu o acidente... – Demi completou – Mas o funeral... Eu estava lá, vi o caixão...
- Eu também vi e acredite, vê-lo depois de dois anos depois do acidente foi... – dei uma pausa – Estava eu, você, Megan e Nick brincando no balanço, lembra? Aí a Megan foi beber água, passou vários minutos e ela não tinha voltado e...
- Eu mandei você ir até lá – Demi disse com certeza lembrando-se daquele dia.
- Isso e fui... Assim que cheguei à cozinha, não vi Megan e então ouvi seus gritos... Então fui até lá e quando vi... Foi bem na hora que Tom acertava com a pedra em sua cabeça... Vi seus olhos encarando-me pedindo ajuda... Tom estava com um sorriso de dever cumprido no rosto... Ele a empurrou na piscina e percebeu que eu estava olhando-o... Fiz isso para salvar nosso pai, ele disse para salvar nossa família... Ele foi ate mim e pegou em minha mão... Eu não sabia o que fazer, estava assustada...
- Você era uma criança, (SeuNome) – Lauren disse e eu a encarei sentindo um nó na garganta.
- Não, eu deveria ter gritado... Deveria ter ajudado-a... – disse soluçando – Papai ficará orgulhoso de você, (SeuNome), quando alguém perguntar diga que teve que fazer... Eu tentei falar alguma coisa, mas ele me interrompeu, dizendo sempre a mesma frase... Eu tive que fazer, eu tive que fazer... Depois disse que estaria comigo e não deixaria ninguém me prender, foi quando gritei por Nick e você, Demi... Vocês vieram... Demi saiu correndo chorando... Fiquei tonta e acabei desmaiando, só que antes disso, eu vi Tom de trás de alguns arbustos e ele estava sorrindo... Quando acordei estava no hospital e eles disseram que me levaria até a delegacia...
 Não consegui terminar, eu estava chorando, Demi estava chorando, Lauren estava chorando. Mesmo revivendo tudo aquilo, senti que algo pesado havia saindo de minhas costas, prometi nunca contar isso e agora estava eu ali, contado a Demi e Lauren. 
- Isso é... – Demi disse quebrando o silencio, levantou-se e encarnou-me – Confuso demais... Eu vi seu irmão sendo enterrado... Vi a pedra em sua mão... O corpo de Megan naquela piscina...
- Eu sei que é confuso, mas... – levantei-me ficando em sua frente – Lembra do que você prometeu para mim? Que sempre...
- Eu sinto muito, (SeuNome) – ela disse baixo – Mas acho que não consigo.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

13. Runaway.

 Senti minhas pernas vacilarem, meu quarto começou a rodar e eu estava com dificuldade para respirar. Era isso mesmo? Eu estava sendo mais uma vez presa? Pela morte do Matt?
- Onde ela esta? – ouvi a voz grossa do detetive perguntar, soltei um suspiro que saiu mais como um engasgo, ele não poderia me prender, não por uma coisa que eu não cometi, olhei para os lados e avistei a janela aberta. Era isso. Eu deveria fazer isso, não poderia ser presa por algo que eu não cometi. Ouvi os passos subindo as escadas, passei a mão pelo rosto e percebi que estava suando frio. Me arrastei pelo quarto em direção a janela, eu teria que pular, a janela não era tão alta, mas seria um belo tombo. Respirei fundo e prendi a respiração. Senti minhas costas bater contra grama, meu peito pegava fogo e notei que estava com um pequeno corte no cotovelo. Levantei-me um pouco tonta e antes mesmo de perceber já corria em direção a casa de Demi. Botei a mão no bolso do shorts e percebi que tinha deixado o celular em cima da cama, respirei fundo e olhei para cima, nenhum luz estava acesa, assim como a casa parecia silenciosa, segui silenciosamente até a porta dos fundos e girei a maçaneta, estava aberta. Fiquei até tonta de felicidade, abri a porta bem devagar e notei que a casa estava escura, fechei a porta do mesmo jeito que abri e segui pela cozinha, passando pela sala e avistando as escadas. A casa de Demi não havia mudado muito, eu conhecia aquela casa muito bem, subi as escadas vagarosamente e vi que a segunda porta a esquerda estava entre aberta, se Demi tivesse mudado de quarto, eu com certeza estaria fudida. Respirei fundo mais uma vez e entrei no quarto. Não havia ninguém, mas sabia que aquele quarto era de Demi. Primeiramente pelo o cheiro, depois pela as coisas que enfeitavam o quarto, fotos dela com Rose, Matt e outras garotas, vários pôsteres da Kelly Clarkson, etc. Fui até a janela e pude ver duas viaturas da policia paradas em frente de casa.
- (SeuNome)? – por um segundo pensei que fosse a policia, que eles haviam me encontrado e me levariam, porém assim que virei não pude deixar de suspirar aliviada assim que vi Demi.
- Demi! – disse indo até ela e abraçando-a.
- O que aconteceu? – ela perguntou assim que separei o abraço e fechei a porta, passando a chave.
- A policia – disse, não queria mentir para Demi, ela arregalou os olhos.
- O que?!
- Eles vieram me prender – disse e apontei para janela, Demi olhou e seguiu até lá, depois de alguns minutos virou-se para mim.
- Prender você? Por quê?
- Parece que tem um novo detetive no caso da morte do Matt – disse aflita andando de um lado para outro – Ele veio me prender... Eu não quero...
- Calma – ela disse indo até mim e segurando meus braços – Explica direito, já não foi provado que você não é culpada?
- Foi, quer dizer, não – disse sentando-me em sua cama – Eles me liberaram porque não tinham provas, Henry disse que a pulseira poderia ser de qualquer uma...
- E a pulseira é sua, (SeuNome)? – Demi perguntou sentando ao meu lado.
- Não sei, eu tinha uma pulseira daquela, lembra? Você quem me deu e eu tinha perdido no dia do enterro do papai e de Tom – disse e enterrei meu rosto em minhas mãos. – Eles iriam me prender...
- Escuta, (SeuNome) me escuta – Demi disse balançando meu ombro, suspirei e a olhei, Demi mordeu o lábio e levantou-se, indo em direção a cômoda ao lado da janela, pegando algo. – Toma.
- O que... – comecei e a vi virar-se, entregando-me uma chave – A chave do seu...
- Carro, isso – ela disse assentindo, Demi deu alguns passos até mim e ajoelhou-se a minha frente, para poder olhar em meus olhos – Ele esta na garagem, você fica lá, com certeza eles irão vim até aqui, afinal somos vizinhas, os deixo revistarem a casa e quando eles forem embora, vou até o carro e veremos o que fazer.
- Você faria isso por mim? – perguntei encarando-a, Demi mordeu o lábio e deu um sorriso tímido.
- Claro que faria – ela disse – É o mínimo que eu posso fazer.
- Você sabe que não precisa se envolver com isso – disse colocando uma mecha do seu cabelo para trás.
- Não irei cometer esse erro novamente, estou com você – ela disse e mesmo que a policial estivesse vindo em direção a sua casa, peguei em seu pescoço, selando nossos lábios.
- Vai (SeuNome) – Demi sussurrou assim que separamos o beijo, sorri e levantei-me.
- Obrigada – disse encarando-a, Demi deu de ombros, respirei fundo e abri a porta.
***

 Haviam passado alguns minutos que eu estava no carro de Demi. O policial Adams tinha me liberando por falta de provas, afinal como o próprio Henry disse qualquer um pode ter essa pulseira. E porque ele estava atrás de mim e porque tinham colocado outro detetive no caso? Eles não tinham nenhuma prova contra mim, a não ser que eles tivessem. Mas que prova seria essa? Tinha a pulseira, mas ela tinha sumido e... Era isso! Alguém tinha pegado a pulseira para me denunciar, mas quem seria essa pessoa? Era alguém que estava na festa e...
- (SeuNome)! – ouvi e vi que Demi batia no vidro, apresei em baixar o vidro rapidamente.
- Eles já foram? – perguntei.
- Acho que sim, mesmo assim melhor você ficar esperta – Demi disse e deu a volta no carro, entrando no banco carona.
- Você viu o Nick? – perguntei encarando o volante.
- Ele estava acompanhando o detetive, parecia aflito – ela disse – Ele estava preocupado, você devia ter falado com ele.
- Não pude, Demi – disse finalmente encarando-a – Já ia descendo quando aquele detetive chegou, consegui ouvi-lo e entrei em pânico, não poderia ser presa por algo que eu não cometi.
- O que você vai fazer? – ela perguntou, respirei fundo e voltei a encarar o volante.
- Sinceramente? Eu não sei – disse suspirando – Não posso voltar para casa...
- Você pode ficar na minha – Demi disse e eu a encarei.
- Não posso fazer isso, você já mentiu para policia, não vou metê-la mais nisso – disse e a senti pegar em meu rosto, aquele toque macio, quente, me permiti fechar os olhos.
- Vou procurar um lugar – disse ainda com os olhos fechados – Mas quero que você faça uma coisa para mim.
- O que? – Demi perguntou rapidamente, abri os olhos e a encarei.
- Prometa que sempre acreditará em mim, sempre – disse e a vi ficar confusa – Qualquer pessoa pode me acusar, menos você, não conseguiria viver com isso, mais uma vez.
- Não preciso prometer – ela disse sorrindo – Eu acredito em você.
- Mesmo assim prometa – disse firme, Demi assentiu e selou nossos lábios. Enquanto nossas línguas formavam uma perfeita sincronia, pensei em quanto queria Demi por perto, em quanto eu... Eu a amava.
- Eu prometo – ela sussurrou ainda com nossas testas coladas.

***
- Você tem certeza que quer ficar aqui? – Demi perguntou.
- Tenho sim – disse e logo vi Lauren voltar com duas xícaras na mão.
- É chocolate quente – Lauren respondeu sentando-se na poltrona a minha frente, sorri e bebi um gole. Estávamos na casa de Lauren, liguei para ela no caminho e disse que quando chegasse contaria tudo, e foi assim que fiz. Ela ouviu cuidadosamente e no final disse que eu poderia ficar na sua casa.
- Então você mora com sua tia? – Demi perguntou. Ela era a única que não tinha concordado com a ideia, mesmo que não tenha falado, porém conhecia Demi muito bem para saber que ela não tinha gostado nada.
- Sim, mas ela passa o dia todo no seu ateliê – Lauren respondeu dando um gole em seu chocolate quente – Ela só vem à noite, então você pode andar pela casa de dia, até a noite quando ela chega.
- E onde (SeuNome) irá dormir? – Demi perguntou, Lauren lançou-me uma rápida olhada e voltou a encarar Demi.
- No meu quarto – ela respondeu obvia, olhei para Demi e a vi arquear as sobrancelhas. – Fica tranquila Demi, eu sei que vocês duas estão juntas.
- O que?! – Demi perguntou quase gritando, arregalei os olhos assim como Demi.
- Você sabe? – perguntei e vi Lauren assentir.
- Eu vi vocês duas se beijando na festa – Lauren respondeu sorrindo, olhei para Demi que parecia envergonhada. – Enfim, você ficara no meu quarto, minha tia não costuma andar lá.
- Isso é ótimo – disse forçando um sorriso. – E será só por alguns dias.
- O que você esta pensando em fazer? – Demi perguntou.
- Provar que eu não matei o Matt – disse e a vi semi cerrar os olhos – Não se preocupem, eu cuidarei disso sozinha.

***
 Estava deitada em um colchão ao lado da cama de Lauren. Não conseguia pregar os olhos, minha cabeça estava a um milhão. O fato da policia esta atrás de mim, eu sendo uma fugitiva, colocando pessoas que eu gostava nisso, não conseguia ficar quieta deitada no colchão.
- Não consegue dormir? – ouvi a voz de Lauren falar baixinho.
- Não – respondi depois de alguns minutos. – Desculpe por ter acordado você.
- Não acordou, já estava acordada – ela disse. – Você quer conversar?
- Agora não é uma boa hora para conversar – respondi encarando teto.
- Certo então – Lauren respondeu e ficamos em silencio.
- Alguém esta armando para cima de mim – disse.
- E quem seria essa pessoa? – Lauren perguntou depois de alguns minutos depois.
- Eu não sei – disse – Quer dizer, acho que sei sim.
- E quem seria?
- T.P.H – respondi. Lauren era a primeira pessoa para quem eu contava isso, nem Nick, nem Demi. – No dia do assassinato do Matt, recebi uma mensagem e no dia seguinte recebi um bilhete.
- Dessa tal T.P.H? – Lauren perguntou.
- Sim.
- E você já tem uma ideia de quem seja? – ela perguntou, mordi o lábio, contava ou não contava? Já estava aqui mesmo, não iria esconder nada.
- Acho que seja o Tim – falei e fiquei alguns minutos em silencio – Tem tudo haver, quer dizer, T de Tim e P de Parker, mas e o H?
- Certo, mas o assassinato do Matt foi antes do Tim chegar aqui – Lauren disse.
- Exatamente e ainda tem a mensagem... – disse pensativa.
- Que mensagem?
- A que eu recebi do tal T.P.H, segundo a mensagem, ele era um Harris – disse. – E o Tim não é um Harris, certo?
- Pelo o que eu sei não – Lauren respondeu – Mas quem sabe ele pode ser algum primo distante ou sei lá.
- Pensei nessa possibilidade, mas porque um primo perdido iria querer me ferrar? E meu pai é filho único, e a família da minha mãe me odeia.
- Mas isso não muda o fato de que pode ser alguém da sua família. – Lauren falou e eu gelei. Apenas um nome veio em minha mente. E esse nome me ferrou uma vez e estava fazendo isso novamente. 

"Próximo capitulo será revelador... Qualquer coisa venham na ask, até mais" 

sábado, 30 de agosto de 2014

12. Again.

 Sabe aqueles filmes de mistério, que você passa o filme todo achando que um personagem é o assassino e na verdade o assassino era quem você não esperava? Era assim que eu estava me sentido. Tim Parker era o T.P.H? Mas como, afinal segundo o próprio T.P.H ele era um Harris, sabia o numero do meu celular e o assassinato do Matt foi antes de Tim Parker.
- (SeuNome) estou falando com você – Nick disse cutucando-me no ombro – O que aconteceu aqui?
- Tenho que ir a escola, Nicholas – disse levantando-me e seguindo para a sala.
- Não, você vai me contar o que aconteceu, porque eu sei que aconteceu algo – ele disse, porém já estava fechando a porta. Decide ir a escola, afinal queria saber mais coisas sobre Tim Parker, eu tinha que saber, se ele era mesmo o T.P.H...
- Hey! – vi um carro parar ao meu lado, parei e notei Demi sorrindo. – Quer uma carona?
- Hum, não sei, afinal não posso aceitar carona de estranhos – disse, Demi sorriu e balançou a cabeça negativamente.
- Não irei te raptar, prometo – ela disse, sorri e logo entrei no carro. Coloquei o cinto e antes de encará-la direito, senti suas mãos em minha nuca, puxando-me para um beijo.
- Nossa! – disse ofegante separando o beijo, Demi sorriu e ligou o carro – Isso eram saudades?
- Desculpa – ela disse dando um sorriso tímido – É que eu não parei de pensar um minuto se quer do nosso beijo.
- Então você decidiu me vigiar para me agarrar assim que eu entrasse em seu carro? – perguntei sorrindo, Demi sorriu e assentiu.
- Não só para isso – ela disse encarando a estrada – Estava pensando em matarmos aula e ir a um lugar longe de todos, o que acha?
- Eu adoraria – disse e a vi sorrir radiante – Só que não vai da.
- O que? Porque não? – ela perguntou triste.
- Por que... – vamos (SeuNome) invente uma desculpa aceitável – Tenho teste de álgebra hoje.
- Ah – ela suspirou, rapidamente coloquei minha mão em sua coxa e apertei.
- Podemos ir a esse lugar mais tarde, o que acha? – disse ainda com a mão em sua coxa, Demi mordeu o lábio e sorriu sem encarar-me.
- Claro – ela disse sorrindo. Tirei minha mão de sua coxa, ligando o radio em seguida.
- Demi, você era amiga do Tim? – perguntei depois de um logo tempo apenas escutando musica.
- Ah sim – ela disse assentindo, porém vi que Demi não ficou muito confortável em falar naquilo.
- E vocês eram só amigos ou...
- Já entendi – ela disse, bufando em seguida – Aquela sua amiguinha disse algo sobre eu e o Tim, não foi?
- Sim... Falou sim, disse que vocês já foram... – comecei, porém ela interrompeu-me.
- Podemos não falar nesse assunto? – Demi pediu, mordi o lábio e assenti.
 O caminho até a escola foi bastante silencioso, o clima estava tenso, mesmo com a musica que saia do radio. Demi estacionou o carro alguns metros da escola e virou-se para mim.
- Desculpa ter falado daquele jeito – ela disse – É que eu não gosto de falar sobre meu passado, entende?
- Tudo bem, eu também tenho esse problema – disse e a vi sorrir.
- Mas quero que saiba que não rola mais nada entre eu e o Tim – ela disse. – Se é isso que quer saber.
 Assenti e aproximei-me dela, selando nossos lábios, não me importava se estávamos à alguns metros da escola, apenas não resistir aos lábios de Demi.
- A escola... Estamos... – Demi murmurou afastando-me levemente, assenti e voltei para minha posição inicial. Demi mexeu nos cabelos olhando pelo retrovisor, passei as mãos em minha blusa xadrez desamassando-a e olhei para Demi.
- Vamos juntas... – comecei, Demi mordeu o lábio e desviou o olhar – Entendi... Nos vemos por ai, então.
- (SeuNome)... – Demi começou, porém logo a interrompi.
- Não tem problema, Demi – disse sorrindo – Não precisa se explicar, okay?
 Demi desviou o olhar, suspirei e sai do carro, logo vi seu carro passando e parando em frente a escola, demorou alguns minuto até eu finalmente chegar. Assim que entrei  avistei Demi conversando com Rose e outra garota, percebi que alguns estavam olhando-me, será que eles me viram sair do carro de Demi, não, não pode ser, estávamos... Fui interrompida por uma mão em meu ombro.
- Meu Deus, Lauren, que susto – disse olhando-a, ela tinha uma estranha expressão no rosto.
- Olha isso – ela disse entregando-me seu celular, a encarei confusa e logo depois peguei o celular. Era um vídeo. Um vídeo sobre o que ocorreu ontem. Não só o cenário, a água da piscina, o boneco boiando, mas também minha expressão e como eu fui para cima de Tim. Senti novamente aquele arrepio na espinha. Eu queria matar Tim Parker, aquele idiota não só aprontou todo aquele circo, como também gravou. O vídeo acabou e rapidamente entreguei o celular para Lauren.
- Quem te passou isso? – perguntei séria, Lauren engoliu o seco e depois de alguns segundos respondeu.
- Esta na rede.
- E tem dedo do Tim nisso – afirmei cruzando os braços, Lauren suspirou e assentiu.
- O que você esta pensando em fazer? – ela perguntou. Eu com certeza iria até ele e deixaria aquele rostinho cheio de hematomas, mas eu não poderia fazer isso, pelo menos não agora. Afinal queria saber mais sobre Tim Parker.
- Nada – disse e Lauren arqueou as sobrancelhas – Já tenho algo para Tim Parker.
- (SeuNome)... – Lauren começou, porém rapidamente a interrompi.
- Não se preocupe, okay? Não irei mata-lo – não agora.
- Não foi isso... – Lauren voltou a falar, porém a interrompi novamente.
- Estou brincando, Lauren – disse sorrindo – Só porque algumas pessoas e a policia me chamam de assassina, eu vou ser uma.
- Na verdade, eu acho você bem piadista – ela disse sorrindo, sorri e logo seguimos para a sala de aula.
***
 Entrei no refeitório com Lauren ao meu lado. Como era de se esperar, todos ficaram encarando-me, assim como na aula, cheguei até ver alguns vendo o vídeo. Pegamos nossas bandejas e seguimos até a mesa de costume, na verdade, eu fui em direção a mesa de Tim Parker e os demais, enquanto andava até lá, não ouvi um sussurro ou respiração, apenas o barulho que meus passos faziam ao baterem chão. Parei ao seu lado e o vi encarar-me.
- Oi Tim – disse dando o sorriso mais falso do mundo, ele engoliu o seco e olhou para as outras pessoas que estavam na mesa.
- Oi (SeuNome) – ele respondeu forçando um sorriso.
- Queria pedir desculpas pela forma que agi ontem – disse e o vi ficar surpreso – Afinal acusei você de uma coisa que não cometeu, certo?
- Eu não fiz aquilo – ele respondeu, assenti e sorrir.
- Eu acredito em você – respondi – E para mostrar que eu estou arrependida, quero terminar aquela entrevista que começamos ontem.
- Você esta falando serio? – Tim perguntou empolgado.
- Não costumo mentir – disse e o vi sorrindo.
- Isso é ótimo, (SeuNome), você não irá se arrepender – ele disse sorrindo – Quer sentar conosco?
- Eu adoraria – disse forçando um sorriso, sentei-me ao seu lado e logo Tim começou um assunto que eu não prestei muita atenção, porque estava encarando Demi, que parecia ser a única que não estava gostando nada daquilo.
***

 Tinha combinado com Tim que iríamos continuar nossa entrevista depois que as aulas acabacem, porém minha cabeça estava em outro lugar, não, em outra pessoa. No refeitório, Demi não abriu um sorriso, ela só encarava sua bandeja e dava rápidas olhadas para mim, alem de sua expressão seria. Demi com certeza estaria pensando que eu queria saber mais sobre o seu relacionamento com Tim, e até que queria saber um pouco mais, porém tinha algo maior alem disso. Queria saber se Tim era realmente T.P.H, talvez ele fosse um primo distante? Ou mais algum irmão bastardo que meu pai tinha feito por ai? Não, meu pai era muito fiel a minha mãe, mas poderia ser ao contrario, certo? Balancei a cabeça negativamente afastando esses pensamentos e senti algo bater contra minha cabeça levemente, uma bolinha de papel. Olhei por cima do ombro e vi que Demi encarava-me, ela fez um movimento com a cabeça, franzi o cenho e a vi revirar os olhos, então apontou para a bolinha de papel. Assenti, pegando em seguida, o desamassei e vi que havia algo escrito.
“Precisamos conversar, irei sair e você irá logo em seguida – Demi”.
 Olhei por cima do ombro e vi que Demi já se levantava, passou por mim e saiu da sala sem pedir. Olhei para a professora e ela anotava algo no quadro, nem prestava atenção nos alunos, alguns dormiam na sala, outros conversavam, respirei fundo e segui em direção a porta da sala. Demi estava sentada no banco ao lado da porta da sala, rapidamente ela olhou-me.
- Vem – disse e começou a andar, rapidamente a segui. Os corredores estavam vazios, com certeza iríamos para o campo de futebol, porém Demi parou em frente a uma porta, abrindo-a em seguida.
- O que... – disse parando em frente à porta.
- Entra logo – ela mandou séria, dei de ombros e entrei. A sala era bem pequena, havia vários produtos de limpeza, assim como vassouras, pás, etc. Estava a alguns centímetros de Demi, conseguia sentir sua respiração batendo contra meu rosto.
- Que lugar confortável, não? – debochei olhando em volta e parando em Demi, que tinha uma expressão séria no rosto.
- O que foi aquilo? – sussurrou.
- O que foi aquilo o que? – perguntei confusa, Demi revirou os olhos e bufou.
- Você e o Tim no refeitório – ela disse – Porque você aceitou fazer a entrevista com ele?
- Eu disse, queria me redimir – disse – Afinal o acusei de algo...
- Você sabe que foi ele, (SeuNome), o que esta aprontando? – ela disse de uma vez.
- Não estou aprontando nada, porque vocês tem essa mania de que eu vou matar alguém sempre?
- Eu não disse isso, e você sabe muito bem – Demi disse – O que esta pensando em fazer?
- Já disse, Demi, será que da pra acreditar? – disse fingindo esta irritada – Aceitei em fazer a entrevista, porque ele veio com um papo de ser para a faculdade e eu aceitei, que mal tem isso?
- Você não conhece mesmo o Tim – Demi disse balançando a cabeça negativamente – Você sabe por que ele seu mudou de Dallas para Austin? Ele quis da um de salvador da pátria e começou a perseguir pessoas importantes, inventou mentiras que segundo ele era verdades e se deu mal.
- Ele só quer saber mais sobre mim, Demi – disse.
- Ele quer saber mais sobre o que você fez – ela disse apontando o dedo em meu peito – Tim não é uma boa pessoa, okay?
- Então porque você se envolveu com ele? – a pergunta escapou antes mesmo que eu pensasse – Desculpa... Eu não...
- Eu me envolvi com o Tim, Matt e várias outras pessoas porque queria esquecer o que você fez – Demi sussurrou, senti uma pontada em meu peito, como se alguém estivesse enfiando uma faca em meu coração.
- Claro... Eu fiz algo que você não conseguiu lidar e decidiu pegar todos, não é mesmo?! – disse irritada.
- Você não tem esse direito – Demi sussurrou com a voz embargada. Senti outra pontada no peito e antes mesmo de começar uma briga, a abracei, apertando-a contra meu peito.
- Me desculpa, Demi – sussurrei e a ouvi soluçar – As vezes esqueço que não fui a única afetada por isso, eu sinto muito mesmo. Eu tenho o dom de ser uma idiota.
- Você tem razão – ela disse através dos soluços, balancei a cabeça negativamente, porém Demi continuou – Eu inventei essa Demi popular, que fica com todos, porque não consegui lidar com a morte da Megan.
- Você tinha 11 anos, Demi – disse separando o abraço e pegando em seu rosto, inclinei-me e dei um beijo onde a lagrima caia – Você tinha e tem o direito de não lidar com isso.
- Mas você lidou – ela disse olhando-me, dei um sorriso infeliz e coloquei uma mecha de seu cabelo atrás da orelha.
- Eu não lidei com isso até hoje, Demi – disse sentindo o nó na garganta – Até hoje eu vejo o corpo de Megan boiando naquela piscina... Até hoje vejo o olhar das pessoas...
 Não consegui continuar porque estava chorando, assim como Demi, então algo veio em minha cabeça, algo que eu nunca pensei. Contar a verdade. Contar a verdade para a única pessoa que eu confiava.
- Demi? – sussurrei depois de um tempo.
- O que? – Demi perguntou, respirei fundo, eu queria contar, queria dividir aquilo que eu guardei porque cinco anos com alguém.
- Eu... Eu... Eu quero te contar algo – disse e a vi arquear as sobrancelhas, assim que abri a boca, ouvimos o sinal, não o sinal comum de fim de aula, mas som do alarme de incêndio.
- Que som é esse? – Demi perguntou levemente assustada.
- Alarme de incêndio – disse e vi Demi arregalar os olhos – Fica tranquila, você sai primeiro e logo depois eu vou.
- Mas o que você queria me contar? – Demi perguntou.
- Depois eu conto a você – disse, Demi abriu a boca para protestar – Vai, Demi, agora!
 Demi suspirou derrotada e abriu a porta da sala, saindo rapidamente, pude ouvir os passos e passei as mãos pelo os cabelos.
- Quase, (SeuNome), quase – sussurrei para mim mesma, respirei fundo e sai da sala.
***

 Parece que foi alguém no laboratório de Química que fez algo pegar fogo, pelo menos foi isso que me contaram. Não chegou a ser um grande incêndio, mas foi o suficiente para provar que o alarme de incêndio estava prestando. O Diretor nos liberou mais cedo, o que foi uma coisa ótima para mim, menos para...
- Não pense que eu esqueci – ouvi alguém sussurrar perto de meu ouvido, virei-me e vi Tim.
- E nem eu – disse forçando um sorriso. – Podemos continuar amanha, o que acha?
- Vai ser um ‘saco’ esperar até amanha, mas vou correr o risco – ele disse sorrindo, dei um sorriso falso. – Amanha sem incêndio que nos interrompa, certo?
- Certíssimo – disse e logo Tim acenou e saiu, revirei os olhos e comecei a andar em direção a saída. Antes mesmo de chegar até a saída, senti alguém puxar-me para dentro de uma sala vazia, sorri em ver quem era.
- Que truque mais clichê – perguntei vendo-a sorrir.
- Totalmente – disse e selou nossos lábios, suas mãos estavam em minha cintura agora, enquanto minhas mãos estavam em sua nuca.
- Quero sair com você hoje – ela disse ofegante assim que separamos o beijo, a encarei abrindo um enorme sorriso – O que foi?
- Nada – disse – E eu aceito.
- Isso! – ela disse sorridente batendo palmas, balancei a cabeça negativamente sorrindo e a beijei.

***
 Já trocava de roupa pela quinta vez. Blusa xadrez, calça jeans e botas ou vestidinho básico para noite? Já era quase oito horas e eu não tinha escolhido uma roupa, então botei um short, uma blusa mais solta, fiz uma transa e passei – bastante – perfume. Peguei a bolsa e assim que peguei na maçaneta ouvi uma voz vindo da sala.
- Sou o detetive Nathan Foster estou no comando do caso da morte de Matthew Sullivan agora – ele dizia.- E estamos aqui com um mandato de prisão contra (SeuNome) Harris.

"Oi pessoas, só vim aqui dizer que o imagine passará para a segunda parte, sim, segunda parte, todos os mistérios serão revelados nos próximos capítulos, caso queiram spoilers, tirar duvidas, dá sugestões vão na ask, até mais"